A nova edição de estilo da incensada revista New Yorker chega às bancas essa semana com a onipresente Michelle Obama na capa. Na ilustração, ela aparece na passarela como uma modelo, usando três roupas diferentes.
A revista traz um artigo com o título de Baring arms (algo como desnudando os braços) sobre a moda sem mangas da primeira dama. A capa é bem mais glamourosa e elogiosa do que a última passagem de Michelle Obama pela capa da New Yorker.
Em meados do ano passado a mesma revista publicou uma capa polêmica com o casal então candidato à presidência dos EUA. Nela, um muçulmano Obama de turbante divide a cena com sua esposa, que ostenta um gigante penteado afro na cabeça e uma metralhadora nas costas. O pano de fundo é o Salão Oval da Casa Branca.
À época, a revista explicou que a imagem, intitulada Política do Medo, era para satirizar o uso da desinformação e do medo na disputa presidencial para derrubar a campanha de Barack Obama. Muita gente criticou a revista por reforçar esses esteriótipos ao publicar a capa polêmica dos Obama.
Polêmica a parte, parece que o fascínio com o Michelle Obama está muito longe de acabar. Apenas nas últimas semanas, Obama apreceu na capa de revistas como Vogue, People e O, da apresentadora Oprah Winfrey (foi a primeira vez que Winfrey, que normalmente aparece sozinha nas edições, dividiu a capa com alguém).
Nadya Suleman, a mãe dos óctuplos nascidos na California no fim de janeiro e envolta em polêmica atrás de polêmica lançou hoje um site (www.thenadyasulemanfamily.com) em que pede doações para sua família de 14 crianças.
Ela, que se diz "mãe orgulhosa de 14" na página da internet, colocou fotos dos oito bebês e um link para doações via sistema PayPal. Ela aceita Visa, Mastercard, American Express e Discovery Cards. No mesmo endereço também é possível deixar mensagens para a família. O site foi criado pelo Killeen Furtney Group, da assessora de imprensa de mesmo nome, que representa Suleman.
Além da febre Barack Obama, não se fala de outra coisa por aqui nas últimas semanas. A bola da vez se chama Nadya Suleman e seus óctuplos, primeiro caso nos Estados Unidos de um parto de oito bebês em que todos sobrevivem. As crianças nasceram no dia 26 de janeiro, na Califórnia, via fertilização in vitro. Ela já está sendo chamada por aqui de Octomom e hoje falou pela primeira vez, em entrevista à reporter Ann Curry, da NBC. Desde quinta-feira a rede vinha publicando pequenos trechos da conversa ao longo da programação.
A mídia americana está enlouquecida com a história de Suleman. No início, pelo fato de os oito bebês terem sobrevivido ao parto - em 1998, no Texas, a nigeriana naturalizada americana Nkem Chukwu deu à luz oito bebês, mas um acabou não resistindo - e depois, pela controvérsia envolvendo a gestação.
Suleman está desempregada há anos, já tem seis outros filhos (também gerados via fertilização in vitro e com menos de sete anos), não tem fonte de renda alguma, se nega a receber ajuda financeira alguma de programas assistenciais do governo, é mãe solteira e seu médico, aparentemente, implantou, a cada gestação, mais embriões do que o eticamente recomendado - de dois a três. Agora, ela está sendo condenada por Deus e o mundo e já até recebeu ameaças de morte.
O caso ganhou um espaço absurdo nos jornais, revistas e TV. Não lembro de ter ficado mais de duas horas sem ouvir falar de Suleman. Tem de tudo: celebridades a chamando de irresponsável, fotos da gestação, médicos condenando as fertilizações, cirurgiões plásticos dizendo que ela fez implante nos lábios e quer ficar igual á Angelina Jolie (de fato, há uma certa semelhança), entrevistas com pessoas na rua perguntando como ela pagou pelos tratamentos estéticos e para engravidar, etc.
Suleman até contratou uma assessora de imprensa, para lidar com tanto assédio. Com tanta polêmica, nenhuma empresa se animou a fazer doações à família até agora, como costuma ser o caso em partos de múltiplos.
Na entrevista que deu à Ann Curry, Suleman não parece muito equilibrada, é verdade. Parece, sim, fixada na idéia de ter filhos a qualquer custo. Segundo ela, para curar a solidão que sentiu quando criança por ser filha única.
"Tudo que eu queria eram filhos. Eu queria ser mãe", disse ela, que tentou engravidar durante sete anos, antes de recorrer à fertilização in vitro.
Embora não tenha emprego - na verdade, tem uma dívida de U$ 50 mil - e já tenha outros seis filhos que tem dificuldades para manter, ela negou ter agido de forma irresponsável ao tentar engravidar de novo.
Ela contou que queria mais um bebê e pediu ao médico para implantar os seis últimos embriões que tinha disponíveis - todos do mesmo doador, como seus outros filhos - mesmo sabendo dos riscos de uma possível gestação múltipla. Dos seis embriões, dois resultaram em gêmeos.
"Eram meus filhos (os embriões), aquilo (implantar os últimos seis) era o que estava disponível e eu os usei. Foi uma aposta".
Suleman disse que está sendo condenada porque escolheu uma vida pouco convencional - ser mãe solteira de uma grande família - e negou ainda ter feito plástica para ficar parecida com Angelina Jolie.
Com a entrevista de hoje Suleman colocou mais lenha na fogueira e o circo que se montou à sua volta deve ganhar proporções ainda mais grandiosas nos próximos dias.
Aqui, um pedaço da entrevista que apareceu no programa Today, da NBC: