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quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Lindo



Após as puladas de cerca e charutadas de Bill Clinton e do casamento aparentemente sem graça e sem sal de George e Laura Bush, é bacana de ver a relação que o presidente Barack Obama tem com sua mulher, Michelle. Sempre carinhosos, seja com um afago no braço, com um beijo ou com um abraço apertado e demorado, eles ainda causam estranheza ao povo americano, que não está acostumado a esse tipo de demonstração pública de afeto. Especialmente quando se trata do presidente e da primeira-dama.

Ao som do clássico de Etta James, At last, interpretado desta vez por Beyoncé - e que sempre marca presença como primeira música dos noivos nos casamentos americanos -, eles dançaram de rosto colado, fizeram carinho, sussuraram ao pé do ouvido, rodopiaram, sorriram cúmplices, como qualquer outro casal apaixonado. Bonito.

Há quem aposte que eles vão entrar no papel de presidente e primeira dama e, com isso, os afagos públicos devem esfriar. Sei não...

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Barack Obama, o 44° presidente americano



Um dia após os EUA celebrarem o Dia de Martin Luther King, Barack Hussein Obama toma posse como 44° presidente americano. É com um sentimento de alívio que a gente vê chegar ao fim a era Bush, uma época de intolerância, arrogância e incontáveis erros, entre eles duas guerras que já mataram milhares de pessoas no Iraque e no Afeganistão.

Além das guerras, Obama herda também a maior crise econômica desde o Crash de 1929 e um país que é assombrado pelo fantasma do desemprego - que, em novembro último, atingiu o maior nível em 34 anos, quando 500 mil postos sumiram do mapa.

Quando Bush assumiu a presidência, em janeiro de 2001, o desemprego atingia 4,2% da população. Hoje, chega a 7,2%. Bill Clinton entregou a ele uma economia superavitária em US$ 237 bilhões. Hoje, o país tem um déficit orçamentário de US$ 1,2 trilhões. O índice de confiança do consumidor era de 116 em janeiro de 2001, mas despencou para 38 neste mês.

Como disse Obama em seu primeiro discurso como presidente, "a partir de agora, devemos nos levantar, sacodir a poeira e começar de novo o trabalho de reconstruir a América". Bonito no papel, mas não vai ser mole não.


Watch CBS Videos Online

Um dia como hoje é bacana não só pelo sentimento de esperança renovada e pela promessa de dias melhores, mas principalmente pelo que significa à luz de um passado não tão distante, em que negros tinham que sentar-se nos últimos assentos dos ônibus e tinham banheiros e bebedouros separados dos dos brancos em lugares públicos. Há 40 anos, todas as formas de segregação foram consideradas inconstitucionais pela Suprema Corte americana, mas no dia-a-dia, a gente bem sabe, o buraco é bem mais embaixo. Nomes como Rosa Parks e Martin Luther King Jr. não nos deixam esquecer disso.

Que os próximos quatro anos sejam de um governo mais equilibrado e mais equânime, que consiga corrigir parte do estrago feito nos últimos oito anos. E que a chegada de Obama à presidência dos EUA signifique um largo passo rumo à igualdade e à inclusão das minorias.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Era só o que faltava: "Zenin, o garoto vizinho do presidente Obama"



Com Barack Obama alçado ao posto de presidente superstar, o que não falta é quem queira tirar vantagem disso. Desta vez, é um moleque de seis anos chamado Zenin Miller. Vizinho dos Obama em Chicago, ele resolveu lançar um livro "It's me, Zenin! - president Barack Obama's kid neighbor" (Sou eu, Zenin! - o garoto vizinho do presidente Obama).

O livro é vendido por $ 15.95 e tem até site: (http://www.thezenkids.com/). Na publicação, o petiz fala como é o bairro de Chicago onde o 44° presidente americano morou até a posse e quais são os lugares favoritos de Obama. No site, tratam o livro como "futuro best-seller" e ainda avisam: "todos deveriam ter uma cópia para seus filhos e sua turma". Modesto, não?

Apenas hoje o garoto já apreceu em três programas TV diferentes: um na NBC e mais dois na ABC.

No site, é possível descobrir ainda que "Zenin Miller é o geninho por trás da The Zen Kids (de acordo com a página, empresa que foi criada neste mês com o objetivo de ensinar atividades como fotografia e design gráfico para crianças, para complementar o currículo escolar).

Diz o site: "Ele sempre ousou sonhar alto, mesmo quando tinha apenas três anos de idade. Zenin já se envolveu em diversos projetos de marketing, vendas, design, fotografia e publicidade da empresa de sua família. Ele já coordenou designs para cerimônias de gala, criou conceitos para posters e flyers de artistas, estruturou o currículo para uma organização juvenil, escreveu o que se tornará em breve um best-seller, foi emprsário de um grande cantor, conuz vendas de espetáculos, além de implementar estratégias vencedoras de vendas e marketing. Tudo isso em paralelo às brincadeiras de fim de semana com vário amigos, às aulas de chinês e aos treinos para que possa competir na natação e, o mais importante, estudando tanto quanto possível para ajudar seu cérebro a se desenvolver".

Estou sem palavras...

Na verdade, só uma vem à mente: bullshit.

domingo, 18 de janeiro de 2009

Como diz o ditado, filho bonito tem muitos pais

Até os irlandeses estão nessa, quando o assunto é Barack Obama - ou, como eles bem diriam, O'Bama. Os irlandeses garantem que ele é tão irlandês quanto John Kennedy.

A música sobre o irlandês Barack Obama está fazendo um tremendo sucesso e não pára de tocar por aqui e na Europa.



Ela até ganhou uma versão animada:
http://www.youtube.com/watch?v=HplZ_taHXLM

Enquanto isso, na Casa Branca...



Na mesma pesquisa, 83% dos entrevistados disseram que o governo Bush foi mediano ou fraco. Quando Bill Clinton deixou o governo, 59% avaliaram que sua gestão havia sido muito boa ou boa, mesma crença de 40% dos entrevistados em relação à administração de Bush Pai.

O que Bush achou do resultado?



Aqui os resultados: http://www.nytimes.com/2009/01/17/us/politics/17poll.html

Obama nation


Na Steelers Nation e em todo o país, o clima é de contagem regressiva para a posse do presidente eleito Barack Obama. Após oito anos sob a doutrina Bush, o que se vê à volta é um grande sentimento de alívio e de esperança de que os EUA tomem novo rumo.

Pesquisa publicada hoje pelo New York Times e pela CBS mostra que 83% dos entrevistados acreditam que o país está pior hoje do que há cinco anos e 61% estimam que as coisas melhorem nos próximos cinco anos.

Quando o assunto é a economia, 92% avaliam que está ruim ou bem ruim. Já 79% dos entrevistados estão otimistas em relação a Obama como 44° presidente americano. É o maior otimismo demonstrado pela pesquisa nos últimos 32 anos.

Otimismo nos próximos quatro anos com o novo presidente

Barack Obama (2009) - 79%
George W. Bush (2001) - 64%
Bill Clinton (1993) - 70%
George Bush (1989) - 68%
Ronald Reagan (1981) - 69%
Jimmy Carter (1977) - 70%

Fonte: Pesquisa New York Times/CBS


A pesquisa do NYT/CBS mostra que 38% acreditam que o governo Obama levará dois anos para consertar a economia. 17% crêem que isso será possível em apenas um ano, 18% em quatro anos e outros 17% em mais de quatro anos. Apenas 7% estimam que ele não conseguirá colocar a economia americana de volta nos trilhos.

Em relação ao fim da guerra no Iraque, 39% apostam que Obama conseguirá fazê-lo em apenas dois anos e 22%, no primeiro ano de governo. 15% crêem que isso poderá levar quatro anos e 11%, mais de quatro anos. Do total, 7% não acreditam que Obama colocará um ponto final nos confrontos.

Como os números mostram, as expectativas são altíssimas em relação a Obama. Se bem que por aqui há quem diga que, após o estado em que Bush deixou o país e a economia, ele não precisará fazer milagre para se sair melhor que o antecessor.

A pesquisa completa está aqui: http://www.nytimes.com/2009/01/18/us/politics/18poll.html?hp

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Obama se escreve com O, Hilary!!!

Oprah Winfrey entrou ontem com tudo na batalha das eleições presidenciais. Esse é um dos assuntos mais quentes do dia por aqui. A mulher mais poderosa da TV americana uniu-se ao candidato democrata Barack Obama na sua briga por votos na Carolina do Sul e na sua meta de tornar-se o primeiro presidente negro dos Estados Unidos. É a primeira vez que Oprah apóia um candidato publicamente.

Única bilionária negra a constar na lista da revista Forbes nos últimos três anos, ela é considerada uma das personalidades mais influentes dos EUA. De origem humilde, ela é hoje um modelo para milhares de mulheres americanas, especialmente as negras. Ao unir-se a Obama na sua campanha pela presidência, ela pode angariar preciosos votos na Carolina do Sul, já que a comunidade negra da região responde por nada menos que metade dos eleitores dos democratas nas eleições primárias.

Detalhe: as últimas pesquisas mostraram que Hilary Clinton está hoje à frente de Obama nas intenções de voto da região: 45% contra 31%.